quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

ANO NOVO





Ano novo,  novo ano.  Novas perspectivas, novos  projetos, tudo magicamente novo. Esperança nova. De nova esperança a deixar o velho pra traz. É o começo de novos doze meses, novos trezentos e sessenta e cinco dias,  novas, 8760 horas. É o ano novo, paradoxalmente o inicio do velho. Ano velho que começa  a partir do primeiro segundo desse novo ano. Com isto pense, e pense profundamente, a refletir que, o adeus ano velho,  nada mais é que  adeus aos seus sonhos, projetos e tudo que prometeu a ti  nesse ano novo, que ora passa, a novo ano. Mas a renovar,  aquilo que antes era novo, e que agora, torna-se então novo, no ano novo.
E se assim, faça com total veemência, que esse novo seja realmente diferente.  Que tu farás, a tudo que queiras conquistar e ou fazer, uma renovação diária, e porque não dizer horária, não desviando do objetivo.  E não  simplesmente promessas no “réveillon”. Palavra francesa que vem, no mundo inteiro definir a passagem do ano velho ao novo.  Significando literalmente, véspera.
Então que não seja apenas véspera de tudo projetado. Que não seja apenas véspera dos teus sonhos e esperanças. Mas que seja véspera do teu comprometimento e absoluta determinação, a fazer daquele, esse, realmente novo. Dotando se da firmeza e convicção, de que só, e só depende de tu, não ser apenas a véspera. Pois se acreditares, o universo, ah! O universo conspira, ao seu favor, já dizia o grande pensador, que se faz presente no cotidiano altruísta. Importando se em apagar e dissecar o egoísmo.
E que o ano novo, seja um novo ano.

Por Delson A. Vieira






sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

DESTINO


Destino



É, é o  destino,  capaz de dirigir a vida de todos, sem pedir licença ocupando lugares, decidindo sem pedir permissão. Sei que cada um é regido por ele. Seja de uma maneira, seja dessa mesma maneira. Há os céticos que diz ter as mãos a rédea de sua vida. Que destino? Perguntam eles. Fantasia dos fracos, ou daqueles que entregam a sua vida, à sua própria sorte. Mas..., o que é a própria sorte, senão ele. É certo que o invocam de varias formas, ou sobre outros signos. Entretanto, ele está presente. Presente quando se acaba de nascer, e por que não dizer, quando se é gerado. Presente quando se começa a trilhar caminhos. Presente quando se apaixona. Presente quando toma pra ti tua outra metade. Presente a escolher a profissão. Presente em cada passo que se dá. É, é o destino capaz de ir contra todos os planos feitos, se assim o apraz, ou em outras ocasiões ir de encontro a eles. Embora, só assim existindo, porque ele, o senhor destino permitiu. É, é o destino, capaz de fazer pequenas e grandes manobras em tua vida, sem que percebas. E se percebe, é impotente diante dele, pois já está laçado. Há de se comparar com uma teia de aranha, onde se trava batalhas para se libertar. Batalhas que não se vence, a não ser, que ele, o senhor destino, conceda lhe a vitória. Hum!  Oh destino. Destino que leva, destino que traz, alegrias imensas ou tristezas profundas. Marcas que  a ele pertence. Marcas que tatuam se na aura. É , é o destino que rege, que manda, que controla. Afirmo até ser um fantoche em tuas mãos. Um joguete sem vontades, embora acredite nelas.

Por Delson A Vieira

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ENSINAMENTOS DA VIDA


A vida me ensinou.
A  ser menos arrogante,
E mais tolerante.

A vida me ensinou.
Que das pequenas coisas,
Você absorve as maiores lições.

A vida me ensinou.
A ouvir mais,
Pois não há uma verdade absoluta.

A vida me ensinou.
Que ao ensinamos,
Aprendemos mais.                                                  

A vida me ensinou.
Que estar por cima,
É estar lado a lado  aos demais.

A vida me ensinou.
Que cada história é única,
Pois ninguém vive, a experiência do outro.

A vida me ensinou.
A viver um dia a cada vez,
Pois o amanhã advém, sem o seu controle.

A vida me ensinou.
Que não importa quanto dure a tempestade,
O sol sempre vai brilhar para florir.


Por Delson A. Vieira.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

ËXTASE


Há quando tu fechares os olhos  e deixares   sentir  o  calor  do  meu  corpo,
As doces  palavras a penetrarem aos teus ouvidos, de uma maneira a estremecer, fazendo a mente delirar e buscar a fantasia, trazendo-a como se  realidade fosse. E sentir o cheiro do perfume inebriante  misturando ao teu, alterando então, o ar que respiramos, tornando-o muito  alem do ar a sobrevivência.

Há se estivesse tu aqui, a espreitares o meu dia, a noite, o sono, e acordar ao som dos passarinhos, gorjeando a canção do amor, fazendo da melodia a felicidade do dia que acabara de raiar, iluminando o cetim dos lençóis  que se confundem a sedosidade de sua pele, enroscando se a mim, e fazendo sentir o cheiro de seus cabelos, exacerbando o libido guardado em um segredo a desvendar.

Por Delson A. Vieira

domingo, 5 de dezembro de 2010

NO CORAÇÃO

NO CORAÇÃO


Sim, eu vou te buscar
Buscar-te em meus pensamentos
Eu sei, eu vou te encontrar
Pois o amor, ah! o amor
Esse não se pode arrumar.

Sim, eu vou te buscar
Buscar-te em algum lugar
Mesmo que não a veja
Eu sei,  eu vou te encontrar

Sim, eu vou te buscar
Buscar-te no céu, do teu olhar
Eu sei, eu vou te encontrar
Pois o amor, ah! o amor
Esse não se pode arrumar

Sim, eu vou te buscar
Buscar-te no infinito do mar
Onde podes não estar
Mas eu sei, eu vou te encontrar

Sim , eu vou te buscar
Buscar-te no vento a soprar
Eu sei, eu vou te encontrar
Pois o amor, ah! o amor
Esse não se pode arrumar.

Sim, eu vou te buscar
Buscar-te onde sei que estar
Dentro do meu coração a pulsar
Sorrindo de tanto amar.

Assim eu sei, que  ao buscar
A busca me fez encontrar
No meu coração, onde está
Sorrindo de tanto amar.

Por Delson A. Vieira

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PRECONCEITO


         PRECONCEITO




Uma poderosa arma que ao ser  disparada,  na maioria das vezes atinge de maneira a deixar seqüelas inimagináveis para o alvo, e aqueles a quem lhe é caro. Uma arma com várias formas de se municiar: seja velada, explícita, bem intencionada, (sim porque há preconceito disfarçado de boa intenção), seja racial, etária ,social, sexual ou por convicção cultural , o fato é que  não existe ainda uma defesa para esta poderosíssima arma. E não há de dizer, que seja uma arma usada por  esse ou aquele . Mas uma arma que ao nascer já a recebe como um dos primeiros presentes. E aqueles, que de alguma forma  sente-se chocado ou ultrajado por esta afirmação, mesmo que se sinta vitima, si, se fizer uma introspecção, (e não precisa ser tão profunda) irá de pronto descobrir que já a usou, municiada de alguma forma, entre tantas. O que há de concreto, é que  esta arma, quase sempre vem acompanhada da hipocrisia. Pois, aqueles que são vitimados, usam esse  escudo para justificar. Já aos algozes nato, esta arma sempre usada, os fazem sentir os donos da verdade, e que são  puros ilibados por esse sentimento doentio. E por esta sarcástica visão pergunta se:
_Preconceito, uma doença a ser tratada ou uma maldade a ser erradicada?
 E se doença, enxergar-la-ei, como a maior epidemia global  jamais superada por  peste alguma.
Mas se maldade, há de se recorrer aos especialista em psicanálise, que a imputam como uma “sociopatia”.
Logo, defino:
Preconceito,  forma de diferir , o que é, aos olhos daqueles, uma anomalia.


Por Delson A Vieira